sexta-feira, 15 de maio de 2009

Mundo estranho este ... ou talvez não!


De manha, ao ler o Jornal enquanto saboreava um café deparei-me com algumas noticias que me deixaram a pensar no Mundo em que vivemos, no que vai acontecendo por este mundo fora e em algumas iniciativas que alguns políticos e chefes de estado vão impondo aos seus cidadãos e sociedades.
Não que veja nisto algo de novo, parece-me mesmo que é apenas mais do mesmo, nada que me espante, pois neste Mundo cada vez mais autoritário, noticias como estas e muitas outras começam, ou melhor, continuam a ser cada vez mais normais e fazem cada vez mais, parte do nosso dia-a-dia. Então aqui vai:
"Ler, ler e ler. Leitura para a consciência". Este é o lema do novo Plano revolucionário de Leitura apresentado por Hugo Cháves, em Caracas. Até aqui tudo bem , pensei. Que boa iniciativa, finalmente alguém que previligia e incentiva a leitura e os hábitos de leitura. Ao continuar a ler o artigo verifiquei que tal não passava de apenas e só propaganda politica. Ora vejamos:" O projecto já em marcha, vai servir para "reafirmar" os valores de consolidação do homem novo, através da leitura, como base para a construção de uma pátria socialista"- segundo o governo venezuelano.
O ministério da Cultura venezuelano, responsável pela aplicação do projecto, explica:" A organização passa por criar grupos de leitura, nos quais a selecção do material bibliográfico será definida ideologicamente, mediante o contexto politico do país". Para servir este propósito as bibliotecas do país já foram equipadas com exemplares de "O Socialismo Venezuelano e o partido que o impulsa", "Porque sou Chávista?" e "Ideias Cristãs e outras abordagens ao Debate Socialista". Estas são algumas obras que fazem parte do espolio bibliográfico de renovação e até excertos dos discursos de H. Cháves sobre a condição Socialista serão motivo de debate entre os leitores. Diz o próprio Edgar Paez (representante do Plano Revolucionário de Leitura), que "o manifesto comunista, esta fantástica obra, obra de excelência, é fundamental para a formação ideológica dos cidadãos".
Diz ainda:"que quer reabrir as portas às obras estrangeiras de esquerda, mas para já só as sul-americanas, depois logo se vê".
...enfim, perante tal situação e tal plano resta-me a penas pensar:" e eu a pensar que isto sim seria uma boa e correcta medida de incentivo à leitura?! ... que o Povo venezuelano um dia possa Ser Feliz, possa respirar Liberdade!

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